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Voluntário de Volta Redonda conta experiência no RS

20/05/2024 15:04:27

“Um cenário de pós-guerra, só que com enchente”. Assim o entregador Vitor Meneses, de 30 anos, de Volta Redonda, define o que encontrou no Rio Grande do Sul, para onde – com os amigos Glauber Rogério, 30 anos, funcionário de um auto center, e Afonso Henrique, de 24, vendedor de carros – se deslocou no último dia 9 a fim de atuar como voluntário no resgate de animais diante da tragédia climática que atingiu o estado.

Sem qualquer experiência neste tipo de socorro em uma situação de caos, eles viajaram os cerca de 1,5 mil km em um veículo emprestado até Canoas, uma das cidades gaúchas mais destruídas pela tragédia do clima. “Custeamos as despesas através de doações por Pix”, conta Vitor, acrescentando que eles não tiveram grandes dificuldades de chegar ao município gaúcho, de onde retornaram na última sexta-feira (17).

O trio levou doações de água potável (160 fardos), roupas e rações. “Resgatamos 82 animais, a maioria cães”, disse Vitor. Os três foram, como se costuma dizer, na “cara e coragem”, sem levar nenhum tipo de equipamento especial. Afinal, nenhum dos três tinha experiência neste tipo de socorro.

“Nosso trabalho diário era de realizar buscas por pessoas e animais, mas graças a Deus não precisamos resgatar nenhuma pessoa”, seguiu contando o voluntário. Vitor, Glauber e Afonso ficaram abrigados no CTG (Centro de Tradição Gaúcha) Veteranos, no bairro São José. “Eles abriram uma exceção para nós pernoitarmos lá, pois passou a ser um centro de distribuição de doações e já não permitiam mais que pessoas se abrigassem por ali. Porém, como fomos participar das operações, nos deixaram ficar”.

Segundo ele, as ações foram organizadas por civis tendo os próprios moradores afetados como guias, pois a maioria dos resgatistas eram de outros estados.

A experiência de ajudar despertou nos amigos o desejo de aprender mais sobre como agir neste tipo de situação. “Como não temos nenhum tipo de curso de bombeiros e resgates em áreas de desastres ou remotas, estamos querendo ajuda nisso, caso algum curso queira doar bolsas para nós”, finalizou Vitor, para em seguida deixar claro que eles estão atentos aos acontecimentos em Santa Catarina: “Conforme for, iremos para lá também. Afinal, nos encontramos como pessoas neste tipo de ajuda”. (Fotos: Arquivo pessoal)

Voluntário de Volta Redonda conta experiência no RS

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