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Estado

Vereador e mãe de menino morto serão indiciados por tortura e homicídio duplamente qualificado

Câmara do Rio pode cassar mandato de Dr. Jairinho

08/04/2021 12:02:03

O médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (SD), e a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, presos nesta quinta-feira (8) acusados de envolvimento na morte do filho de Monique, serão indiciados por homicídio duplamente qualificado. Após um mês de investigações, o delegado Henrique Damasceno, titular da delegacia da Barra da Tijuca, acredita ainda que o casal torturou o menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, sem chance de defesa. Se condenados, eles podem ser condenados a 30 anos de prisão.

O parlamentar, que já foi afastado pelo seu partido e pode perder seu cargo, “impunha uma rotina da violência ao enteado”. É o que concluiu as investigações da Polícia Civil após ouvir 18 testemunhas no inquérito. Para o delegado, "há provas contundentes que revelam fundadas razões de autoria de crime hediondo”.

Foram feitas perícias também nos 11 celulares e computadores apreendidos com o pai do menino, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, além da sua ex-mulher e do vereador. Eles conseguiram recuperar mensagens trocadas entre a professora e a babá do menino, em 12 de fevereiro, que mostram a funcionária alertando a patroa sobre as agressões cometidas por Jairinho.

O depoimento da babá, inclusive, foi um dos fundamentos para o pedido de prisão. De acordo com a polícia, ela teria mentido e afirmado que a família vivia em harmonia e que nunca havia presenciado nenhuma anormalidade no apartamento onde moravam no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca. Para a polícia, que já sabe que a criança levava chutes e pancadas na cabeça do parlamentar com o conhecimento de Monique, Thayna de Oliveira Ferreira, de 25 anos, poderia estar sendo influenciada pelo casal. Nesta quinta-feira, além da prisão do casal, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Thayna e apreendeu o celular dela.

CASSAÇÃO – Após a prisão de Dr. Jairinho, a Câmara Municipal do Rio informou, em nota, que, dada a gravidade da situação, os parlamentares irão se reunir nesta quinta-feira para debater a situação do parlamentar, que pode ter o mandato cassado. O vereador já teve seu salário suspenso pela Casa e, a partir do trigésimo dia preso, ficará formalmente afastado do cargo, como manda o Regimento Interno. A reportagem é do jornal Extra. (Foto: Reprodução TV Record)

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