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Economia

Trabalhadores farão assembleia para oficializar comissão na CSN

10/05/2022 15:50:10

Os trabalhadores que integram a comissão de representantes de trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, vão realizar uma assembleia na quinta-feira (12), na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, com o intuito de oficializar a comissão conforme a legislação trabalhista. A assembleia será de 14 às 17h30min.

De acordo com os organizadores, os objetivos também são de ratificar os atos da comissão tomados desde a sua formação até o momento e ainda fazer uma avaliação da campanha salarial deste ano na siderúrgica. A assembleia, ainda segundo eles, será para debater a “omissão do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense”.

De acordo com os seus nove integrantes, a comissão já é “reconhecida de fato”, mas precisa ser “reconhecida também de direito para passar a negociar com a CSN junto à direção do Sindicato dos Metalúrgicos”. Eles apontam o artigo 510 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), segundo o qual, nas empresas com mais de 200 empregados, é assegurada a eleição de uma comissão para representar os funcionários, com a finalidade de promover “o entendimento direto com os empregadores”.

A comissão teve origem dentro da Usina Presidente Vargas. Um de seus líderes é o cipista Edimar Miguel Pereira Filho (foto), que vem sendo o principal porta-voz do grupo junto aos trabalhadores.

A comissão – que está sendo apoiada pelas centrais CTB (Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil) e Conlutas – surgiu como um movimento paralelo de reivindicação dentro da Usina Presidente Vargas em razão do desgaste da atual diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos, criticada devido à perda de credibilidade junto à categoria. Os funcionários da CSN estão sem aumento há dois anos.

As negociações do sindicato com a CSN estão emperradas. Após o movimento que surgiu no chão de fábrica, a empresa chegou a apresentar uma proposta de reajuste que foi votada em escrutínio secreto na Praça Juarez Antunes – sem qualquer negociação anterior com os sindicalistas – sendo recusada maciçamente. Em seguida, o próprio sindicato recusou a segunda proposta da empresa, que sequer foi levada à apreciação dos empregados.

A terceira oferta foi recusada no dia 27 do mês passado: 11% de aumento para quem ganha até R$ 3 mil; 9% para quem recebe entre R$ 3 e 5 mil; e 8% para os salários acima de R$ 5 mil. Desde então não foi tornada pública nenhuma outra proposta. A empresa está em silêncio quanto ao assunto. O sindicato também. (Foto: FOCO REGIONAL)

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