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Cidades

Programa de prevenção ao câncer de mama de VR é apresentado em Angola

Médica que coordena projeto visitou o país africano

06/11/2025 17:17:06

O “Prevenir”, programa de rastreio organizado do câncer de mama e de útero desenvolvido em Volta Redonda, poderá ser adotado em Angola. No final do mês passado, o programa da Secretaria Municipal de Saúde foi apresentado ao Instituto Angolano de Controle do Câncer (IACC), em Luanda, pela oncologista Luciana Francisco Netto, coordenadora o programa. Ela mostrou os números positivos alcançados em Volta Redonda, que o tornaram referência para implantação de trabalho similar no país africano.

A oncologista visitou Angola acompanhada da médica Liz de Almeida, epidemiologista do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que atuou por mais de 20 anos no Inca (Instituto nacional do Câncer), através de quem o IACC tomou conhecimento do projeto realizado em Volta Redonda.

De acordo com Luciana, as estatísticas de câncer de mama e útero em Angola são preocupantes e o rastreio pode ajudar a mudar essa realidade. “Por conversa telefônica, o prefeito [Antonio Francisco] Neto  convidou o Dr. Fernando Miguel (diretor do IACC) para conhecer Volta Redonda, as estruturas de saúde associadas ao rastreio do câncer e o funcionamento do programa mais de perto”, informou Luciana.

A Linha de Atenção Oncológica (LAO) criada em Volta Redonda tem quase duas mil pessoas atendidas e, segundo a responsável pelo programa, mais de 250 fioram diagnosticas com câncer, sendo a metade dos casos identificados nos estágios iniciais, “com probabilidade de cura de quase 100%”, como destaca também o prefeito. “É muito bom saber que o ‘Prevenir’ conquistou respeito e reconhecimento além das fronteiras do Brasil”, acrescenta Neto.

O Instituto Angolano de Controle do Câncer foi fundado em Luanda em 2014 e é o único centro de referência de tratamento do câncer adulto no país até hoje. Na visão de Luciana, há “urgência de um programa de rastreio e conscientização” para essa patologia naquele país.

O câncer de colo uterino é uma doença que pode ser reduzida em 80% com o rastreamento adequado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em países desenvolvidos, que têm programas de rastreio eficientes, sua incidência é muito baixa, principalmente comparada ao câncer de mama, que globalmente é o câncer mais prevalente nas mulheres.

Congresso internacional – Antes de desembarcar em Agola, Luciana Netto participou de um congresso da Sociedade Europeia de Oncologia, realizado em Berlim, na Alemanha, reunindo especialistas em oncologia, no qual foram apresentados dados de ponta e realizadas discussões sobre os avanços e as direções futuras da investigação e cuidados oncológicos. (Foto: Divulgação)

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