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Educação

Pedagoga vê acolhimento como prioridade quando voltarem aulas presenciais

17/08/2020 10:15:35

Com o cenário de pandemia causado pela Covid-19, a data para retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares ainda é incerta, assim como em todo o país, também no Sul Fluminense. Porém, sendo retomadas ainda este ano ou no próximo, todas as escolas deverão criar um plano de acolhimento aos alunos. A avaliação é da pedagoga e coordenadora do curso de Pedagogia da Estácio Resende, Carollini Graciani.

“As escolas terão que, primeiramente, criar um planejamento de acolhimento aos alunos, para entender o que cada família viveu durante a pandemia. A perda de um parente ou um familiar desempregado, por exemplo, pode trazer diversas consequências para a vida desses alunos e compreender o quanto tudo isso afetou seu emocional é fundamental para o próximo passo, que é a avaliação diagnóstica, que mostrará o que ficou defasado na aprendizagem de cada um. Só depois de colhidas estas informações, a escola deverá partir para o plano de revisão e recuperação de conteúdos essenciais”, afirma a pedagoga.

Carollini acredita ser arriscado o retorno das aulas em escolas públicas e particulares neste momento na região, pois neste público estão crianças que não têm maturidade suficiente sobre higiene e não entendem que precisarão manter o distanciamento, e adolescentes que gostam de interagir com contato físico, com beijos e abraços, e ainda alunos que precisam usar ônibus para chegar à escola, o que aumenta o risco de contaminação.

“Sem contar que será um perigo para um número grande de professores que estão no grupo de risco, além da equipe de limpeza e cozinha das escolas. Haverá sim um retrocesso cognitivo dessas crianças e adolescentes por conta desse período, mas entre aprendizagem e saúde, a saúde deve vir em primeiro lugar”, opina.

A pedagoga afirma que 2021 terá em paralelo o ano letivo vigente e a revisão dos conteúdos de 2020, uma missão árdua para escolas e professores, que terão que repor o que foi perdido e concluir o que ainda falta. “Teremos, sem dúvidas, uma realidade de professores se desdobrando para executar este trabalho. Estes profissionais têm sido guerreiros neste momento de pandemia e precisarão estar com o emocional muito bem preparado para o retorno das aulas presenciais, o que é um outro ponto importante de atenção para as escolas, pois os professores, além de terem se esforçado ao máximo durante a pandemia, terão trabalho dobrado com o novo ano letivo”.

Os mais impactados

Para Carollini, a educação no Brasil sempre teve uma realidade desigual e o ensino remoto deixou isso claro. São alunos que não têm celular ou internet em casa, por exemplo. “O público mais impactado na questão de defasagem de conteúdo será o da escola pública, pois a rede particular além de ter recursos avançados, na maioria das vezes conta com a bagagem cultural dos pais para auxílio nas aulas em casa”.

Ela cita o 1º ano do Ensino Fundamental (classe de alfabetização) como um dos que ficarão com maior defasagem, além dos anos finais como 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, e 3º ano do Ensino Médio.

A coordenadora reforça a importância do amparo a alunos e pais no retorno às aulas presenciais. “Amparar os alunos e pais e entender que cada um trará para a escola uma realidade diferente por conta da pandemia será um grande desafio para as escolas”. (Foto: Divulgação)

 

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