Internacional
Mulher é morta por agente de imigração nos EUA
Vídeo mostra agente atirando à queima-roupa
07/01/2026 19:09:09
Uma mulher foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE)dos Estados Unidos durante um confronto entre agentes federais e manifestantes no sul de Minneapolis. A vítima é uma americana que estava dentro de um carro e foi baleada à queima-roupa.
A porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Tricia McLaughlin, disse que os agentes “estavam realizando operações direcionadas” quando membros da comunidade começaram a tentar bloquear os veículos. Ela disse que o agente da Imigração “disparou tiros defensivos” quando a mulher tentou atropelar os agentes. No entanto, um vídeo divulgado por emissoras de televisão desmente a versão.
Vários moradores da área que testemunharam a cena disseram que os agentes estavam ordenando que a mulher saísse do veículo. Um vídeo postado nas redes sociais mostrou o veículo dando ré antes de acelerar com dois agentes ao lado. Um deles atirou.
O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu calma e disse que a “imprudência do governo [Donald] Trump custou a vida de alguém”. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a mulher morta tinha 37 anos. “À família, sinto muito”, disse Frey, também rechaçando a versão do Departamento de Segurança Nacional de que ela teria tentado atropelar os agentes.
“Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade”, afirmou. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”
Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o agente agiu em legítima defesa. Segundo ele, imagens do episódio indicariam que a motorista tentou atropelar o agente de forma “violenta” e “deliberada”.
Na terça-feira (6), o Departamento de Segurança Nacional deu início a uma grande ofensiva migratória na região. Cerca de 2 mil agentes e oficiais foram escalados para participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali. (Imagem: Reprodução de TV)