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Cultura

Morre o diretor e ator Bernardo Maurício

17/01/2022 18:58:46

A cultura de Volta Redonda perdeu nesta segunda-feira (17) um de seus maiores expoentes. O ator, diretor de teatro e poeta Bernardo Maurício morreu aos 82 anos. Ele estava internado no Hospital Regional Zilda Arns, no bairro Roma, em Volta Redonda.

No início do mês, ele sofreu um infarto associado a um AVC (Acidente Vascular Cerebral). No hospital, ele testou positivo para a Covid-19 e morreu por volta das 12 horas. Mauricio deixa os filhos Narciso e Eva Musa, além de duas netas. Até o momento desta publicação, não havia informações sobre o horário e local de seu sepultamento.

Bernardo Mauricio participou ativamente do teatro de resistência em Volta Redonda, cidade onde nasceu. Chegou a ficar preso por 77 dias, enfrentando cerca de 30 interrogatórios por conta de um espetáculo teatral, no Teatro Santa Cecília, que comemorava os 20 anos da Declaração dos Direitos Humanos da ONU, em 1978.  Ele morou no Rio de Janeiro, estudou no Tablado e participou da montagem histórica de “Sonhos de Uma Noite de Verão”.

Como diretor, Bernardo dedicou sua vida ao ensino do teatro dramático em Volta Redonda. Em 1981, montou uma peça na Praça Brasil envolvendo 250 atores, o primeiro dos mais de 30 espetáculos que dirigiu na cidade. De 1985 até 1993, foi diretor do Departamento de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura, criando criou o Centro Experimental Novos Atores (Cena), responsável pela formação de milhares de alunos. Tinha como sonho reativar o Teatro Santa Cecília.

Ele também chefiou os animadores culturais nos Cieps do Sul Fluminense. No ano de 2002, compôs o elenco de professores da "Academia da Vida", na função de professor de teatro. Em 2006 foi homenageado na “Segunda Mostra de Teatro Contemporanium de Volta Redonda", com o troféu "Um Homem de Teatro". Em Barra Mansa, foi premiado no festival de teatro de 1992 com os troféus de melhor espetáculo, melhor cenário, melhor figurino e melhor iluminação, além de indicado para melhor direção com a peça “Sonho de uma noite de verão", de William Shakespeare.

“Esse corpo velho, cansado, inútil, não tem mais a vitalidade que um dia floresceu, amou e se deu, mas ainda ama e muito agarrado ao último sopro de vida, nessa lida por amor, então eu vou, vivendo versos, nesse universo que ainda tem lugar pra mim (…) Meu último sopro tem que ser com um de poeta, porque atesta que vivi nesse mundão, andado e sofrido, encharcado de amor”, diz o trecho da última poesia escrita por Bernardo Maurício. (Foto: Divulgação)

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