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Política

Negada liberdade a suspeita de envolvimento na morte de menina em Porto Real

25/10/2021 11:10:10

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Rosângela Nunes, de 50 anos. Ela é suspeita de ter se omitido nas sessões de espancamento da menina Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, que morreu em um hospital de Resende, no dia 24 de abril deste ano.

A criança, segundo a polícia, foi agredida e torturada até a morte, durante dois dias, pela mãe Gilmara Oliveira de Farias, de 27 anos, e por Brena Luane Nunes, de 25, namorada de Gilmara e filha de Rosângela. As agressões ocorreram na casa de Gilmara, em Porto Real.

Segundo o Ministério Público, as agressões ocorreram porque a menina teria bebido, sem autorização da mãe e da madrasta, uma caixa de leite que havia caído no chão. A defesa de Rosângela alegou no pedido, feito em segunda instância, que a suspeita não contribuiu para o desfecho do caso e pediu o relaxamento da prisão. A solicitação, no entanto, foi indeferida pelos desembargadores.

Em junho, a vara única criminal de Porto Real já havia negado um pedido com o mesmo objetivo apresentado pela defesa da mãe da madrasta da criança.

As agressões sofridas por Ketelen ocorreram na casa onde a menina morava, há cerca de um ano, em companhia da mãe, da madrasta, e de Rosângela Nunes. Ela levou socos, chutes e teve a cabeça batida numa parede antes de ser jogada de um barranco de sete metros de altura, nos fundos da moradia. Em uma das agressões, de acordo com a polícia, a criança chegou a ser chicoteada com um cabo de TV.

Justiça nega liberdade a suspeita de envolvimento na morte de menina em Porto Real

O caso só veio à tona quando a criança foi levada ao Hospital São Francisco de Assis, em Porto Real., porque já não respondia mais aos estímulos em razão das agressões. Desconfiados, os médicos chamaram guardas municipais que, por sua vez, acionaram a Polícia Militar. A criança foi transferida para um hospital particular em Resende, mas não resistiu.

Gilmara e Brena foram presas em flagrante. Em princípio, a Polícia Civil não pediu a prisão de Rosângela, iniciativa do Ministério Público, que considerou ter havido omissão dela diante da violência sofrida pela criança. Ela acabou sendo presa no dia 28 de abril. Com informações do Extra. (Foto: Arquivo)

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