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Polícia

Homem que constou como morto em megaoperação no RJ está vivo em VR

02/11/2025 11:05:16

Um homem de 51 anos, morador do Jardim Ponte Alta, em Volta Redonda, teve seu nome divulgado pelo governo do estado, na última sexta-feira (31), como se fosse um dos 99 mortos até então identificados na operação realizada na terça (28), nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. O nome de Alexsandro Bessa dos Santos, conhecido como ‘Prejudicado”, foi divulgado juntamente com sua foto, de uma prisão que, segundo ele, ocorreu quando tinha pouco mais de 20 anos, em Barra Mansa, pelo furto de uma bicicleta.

O FOCO REGIONAL tomou conhecimento do erro do governo do estado na identificação através da nora da irmã de Alexsandro. Ela entrou em contato com outros portais que publicaram o nome dele com base na lista divulgada pela Polícia Civil. O portal removeu a reportagem preventivamente, enquanto aguardava um posicionamento do estado a respeito.

Em nota encaminhada ao FOCO REGIONAL na manhã deste domingo (2), a assessoria da Polícia Civil admitiu o erro, informando que o cadáver é, na verdade, de um homem de Goiás. Questionada sobre uma explicação para o fato e de quem partiu o reconhecimento ou se o mesmo foi feito por outro meio, a resposta do estado foi a seguinte: “A identificação dos opositores mortos é realizada em duas etapas, confronto por sistemas de reconhecimento facial e validação por perícia papiloscópica. Apenas após a validação pericial, o registro de identificação é concluído. No caso sob análise, o exame pericial mostrou que o morto, na verdade, era Lucas Alves Araujo, natural do estado de Goiás. A lista já havia sido retificada”.

Todavia, apesar da informação de ratificação, o nome de Alexsandro continuava constando, até o momento desta publicação, em portais de diversas regiões do país como sendo um dos mortos.

Homem que consta como morto em megaoperação no RJ está vivo em Volta Redonda

Procurado pela reportagem, Alexsandro preferiu não dar entrevista. As informações foram passadas pela nora de sua irmã, a quem ele disse que, esta semana, estará com uma advogada para avaliar o caso. Ainda de acordo com a pessoa que falou com a reportagem, desde o caso ocorrido há cerca de 30 anos Alexsandro assegura que não teve outras passagens e que, atualmente, vive com o benefício do Bolsa Família. (Fotos: Divulgação / Reprodução)

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