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Estado

Famílias de vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, do Fla, se revoltam com absolvição dos réus

Um dos mortos era de Volta Redonda

22/10/2025 16:29:49

A Afavinu (Associação dos Familiares de Vítimas do Incêndio do Ninho do Urubu), que reúne parentes das dez vítimas fatais do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, em fevereiro de 2019, protestou contra a decisão da Justiça do Rio de absolver todos os setes réus restantes do processo criminal aberto após a tragédia. Por meio de uma nota oficial, eles classificaram a sentença da 36ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro de "grave afronta à memória das vítimas e ao sentimento de toda a sociedade".

“Entendemos que o papel da Justiça não se limita à aplicação da lei em casos individuais, mas exerce uma função pedagógica essencial na prevenção de novos episódios semelhantes, no envio da mensagem clara à sociedade de que negligências de segurança, falhas na estrutura técnica e irresponsabilidades não serão toleradas – e não cumprir essa função configura, para nós, grave afronta à memória das vítimas e ao sentimento de toda a sociedade”, diz nota da associação. “Relembremos que os jovens falecidos – adolescentes em formação, atletas da base – dormiam em contêineres improvisados, sem alvará adequado, com indícios de falha elétrica, grades de janela que dificultavam a saída, entre outras condições de insegurança", destaca o comunicado.

A sentença, assinada pelo juiz Tiago Fernandes de Barros, apontou “ausência de demonstração de culpa penalmente relevante” e “impossibilidade de estabelecer um nexo causal seguro entre as condutas individuais e a ignição”. Como a decisão é de primeira instância, cabe recurso e os parentes já anunciaram que seguirão "em busca de Justiça".

Além dos sete réus beneficiados com esta decisão, outros quatro haviam escapado da responsabilização criminal. Dois tiveram denúncia rejeitada, um foi absolvido e o presidente do clube na ocasião, Eduardo Bandeira de Mello, teve a possibilidade de punição extinta em 2021, por prescrição.

O Ministério Público havia pedido a condenação de todos os 11 denunciados. Eles respondiam pelos crimes de incêndio culposo qualificado com resultado de morte de dez pessoas e lesão corporal grave em outras três.

Entre as vítimas do incêndio, um era de Volta Redonda. O garoto Arthur Vinicius morava com a mãe e a tia em Volta Redonda e completaria 15 anos no dia seguinte à tragédia. Ele era zagueiro e jogava no Flamengo havia três anos. No fim de 2018, Arthur chegou a ser convocado para a seleção brasileira sub-15. (Fotos: Reprodução de TV e redes sociais)

Famílias de vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, do Fla, se revoltam com absolvição dos réus

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