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Cultura

‘Deserto particular’ é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2022

Longa premiado em Veneza chega aos cinemas nacionais em novembro

15/10/2021 15:46:46

“Deserto particular”, do diretor Aly Muritiba, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2022. Premiado no Festival de Veneza deste ano, o filme brasileiro ganhou o prêmio do público da Mostra Venice Days.

O longa fará sua estreia brasileira na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que começa na próxima semana. Em 25 de novembro, chega aos cinemas de todo o país.

“Estou me sentindo extremamente feliz e honrado de ter o meu filme escolhido para representar o Brasil na corrida do Oscar em 2022. É um filme de amor, feito num país conflagrado, dividido, que vem sido regido sob o discurso do ódio. Ter, neste contexto, nesse momento histórico, um filme de amor como o escolhido para representar nosso país é uma bela mensagem, um belo sinal mandado pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema”, avaliou Muritiba.

O longa é protagonizado por Antonio Saboia (“Bacurau”), como Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco e sorri menos ainda. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento súbito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor.

- Deserto particular é um filme de encontros. Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, minha geração, formada depois da ditadura militar, enfrenta o momento mais dramático de sua existência. O país afundou numa espiral de ódio que culminou com a eleição de um fascista. Depois da eleição de Jair Bolsonaro, todas as minorias, mulheres, indígenas, a comunidade LGBTQIA+, negros, entre outros, passaram a ser sistematicamente perseguidas e o país se dividiu entre o Sul conservador e o Norte e Nordeste progressista. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor”, acrescentou o cineasta. (Foto: Divulgação)

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