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Estado

Disque-Denúncia recebe mais de 70 ligações sobre morte de juíza no RJ

29/09/2011 16:45:00

O Disque-Denúncia recebeu até a manhã de hoje 71 ligações sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli. A vítima foi atingida por 21 tiros quando chegava em casa, na última sexta, em Niterói, na Região Metropolitana, e não resistiu.

Desde o dia do crime, pelo menos vinte pessoas prestaram depoimento. De acordo com policiais da Divisão de Homicídios, que investigam o caso, ainda não há informações sobre novos depoimentos nesta segunda. Cerca de vinte policiais investigam o caso.

Segundo Zeca Borges, coordenador do Disque-Denúncias, todas as informações recebidas no Disque-Denúncia são imediatamente repassadas para a polícia. "Entre as ligações estão denúncias, informações anteriores ao crime e também muitas mensagens de indignação da população", disse. O serviço funciona 24 horas por dia e o anonimato é garantido. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177.

O Tribunal de Justiça do Rio confirmou que foi publicado no Diário Oficial que uma comissão formada por três juízes será a responsável por substituir a juíza na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. A informação já havia sido passada pelo presidente do TJ, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, durante coletiva à imprensa na sexta-feira (12). O Tribunal, no entanto, não soube informar se o grupo assume a função ainda nesta segunda.

No domingo Simone Acioli falou sobre o comportamento da irmã. "Apesar de todos os riscos, ela nunca se acovardou e sempre enfrentou todos esses bandidos com medo, mas com muita coragem”, disse. E acrescentou: "Minha preocupação é que não pare só nos executores. É fundamental chegar naqueles que comandaram, nos mandantes do crime, para que eles sejam punidos e para que a morte dela não vire mais uma estatística”, disse a irmã da vítima.

Durante o fim de semana foram presos oito policiais militares do Batalhão de São Gonçalo acusados de assassinar um jovem em uma comunidade da cidade. A prisão preventiva do grupo havia sido decretada por Patrícia horas antes de ela ser executada.

Na manhã de sábado, a chefe de Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, esteve por cerca de três horas na DH reunida com investigadores para acompanhar as novidades sobre o caso. No entanto, ao deixar o local, a delegada disse que este é um momento de silêncio e objetividade nas investigações.

"A nossa presença hoje (no sábado) foi para continuar conversando com o Dr. Felipe (Ettore), que investiga o caso, e só dizer que esse é o momento de trabalhar, de silêncio para analisar todas as informações e trata-las com coerência, com cuidado. Por isso o silêncio é importante", afirmou. 

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