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Estado

8 PMs suspeitos de corrupção são presos no RJ

Comandante de batalhão é afastado

26/05/2022 10:45:14

Nove policiais militares foram presos, na manhã desta quinta-feira (26), numa operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Corregedoria da PM. Ao todo, 11 PMs eram procurados por corrupção, tortura, peculato e concussão (quando um funcionário público usa o cargo para obter vantagens indevidas).

Segundo MPRJ, o grupo sequestrava criminosos mediante tortura e pagamento de resgate, vendia armas, vazava operações e fazia troia, uma espécie de tocaia para surpreender traficantes. O MPRJ cita como exemplo que quatro dos denunciados exigiram R$ 1 milhão de Léo Marrinha, chefe do tráfico do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, no Rio, para não prendê-lo.

Entre os investigados, estão o comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), o tenente-coronel André Araújo de Oliveira, que foi afastado, e o chefe do Serviço Reservado (P2) do mesmo batalhão, o capitão Anderson Santos Orrico. Contra os dois havia mandados de busca e apreensão. Na casa de Orrico, agentes apreenderam R$ 96 mil.

Além das prisões, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos denunciados. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do RJ.

Um dos endereços visados foi o Batalhão de Duque de Caxias.Lá, agentes vasculharam armários e escritórios. Na sala de Orrico, o MPRJ apreendeu R$ 37 mil em espécie. Somando os R$ 96 mil da casa dele, foram R$ 133 mil retidos.

Na casa do subtenente Antônio Carlos dos Santos Alves, lotado no batalhão de Caxias, agentes apreenderam armas pesadas, munição, radiocomunicadores, joias e R$ 120 mil em espécie.

As investigações começaram depois de uma operação realizada em julho de 2020, também contra policiais. Na ocasião, o MPRJ apreendeu o celular do então segundo-sargento Adelmo Guerini, à época no 21º BPM (São João de Meriti). “A partir dos dados extraídos do aparelho, verificou-se que policiais militares lotados no Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 24º BPM (Queimados) e na P2 do 21º BPM, valendo-se da função desempenhada nos batalhões, integraram organização criminosa para cometer os crimes citados”, afirma o MPRJ.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que está colaborando com as investigações.

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