A condição do governo federal de só negociar quando a Via Dutra for liberada não intimidou os coordenadores da greve dos caminhoneiros que desde domingo causa bloqueios na região Sul Fluminense. Um dos líderes do movimento, Odimar Meirelles, do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga do Sul Fluminense, declarou que nesta terça-feira a paralisação continua. Mais cedo, ele havia admitido a liberação: “Estamos aguardando o resultado da reunião de Brasília, mas hoje ninguém sai”, disse o líder sindical, alegando que a Polícia Rodoviária Federal não dispõe de estrutura para garantir a segurança dos que quiserem retomar a viagem”.
A condição imposta pelo governo para negociar foi transmitida pelo presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, que no início da tarde participou de reunião com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. A CNTA é contra a greve, afirmando que empresários estariam por trás do movimento.
Na estrada, há um clima cada vez mais de estresse instalado entre os motoristas que querem seguir viagem, mas eles temem ter seus veículos danificados pelos grevistas.