Atualizada às 10h53min - A Secretaria de Saúde de Volta Redonda ainda espera receber a confirmação do exame de material da menina Maria Eduarda Abbott Ferreira, de 5 anos, mas admite que tudo indica que ela foi vítima de meningite meningocócica. A criança morreu na tarde da quarta-feira, no Vitinha, unidade infantil do Hospital Vita. O material foi enviado para a Fiocruz, no Rio.
Este é o segundo caso de meningite registrado este ano na cidade, mas o primeiro do tipo meningocócica. Um outro caso da doença, num adulto, foi registrado em janeiro, mas não levou o paciente à morte, segundo informou nesta quinta-feira chefe do Setor de Epidemiplogia do Secretaria de Saúde, Ana Valéria Maia.
Segundo ela, já foram tomadas as medidas de prevenção na família da criança, que mora no bairro Pinto da Serra. As avaliações na escola pública onde ela estudava, que não foi revelada, começam na próxima segunda-feira, quando os alunos retornam das aulas. As medidas incluem distribuição de medicamentos para esterilizar boca, nariz e garganta das pessoas que tinham contato mais frequente com Maria Eduarda.
Segundo Ana Valéria, a criança foi atendida duas vezes no hospital, na sexta-feira, sendo internada quando retornou por não apresentar melhoras após a primeira consulta. “Isso é comum acontecer, pois os sintomas costumam se manifestar de forma branda e logo evoluem, provocando uma infecção muito aguda, que pode matar em questão de horas”, disse, ressaltando que, ao contrário do que costuma acontecer, Maria Eduarda resistiu por praticamente quatro dias. Ela avaliou que o atendimento do hospital foi correto, orientando a família a retornar com a menina se ela não melhorasse, o que aconteceu.
No ano passado, Volta Redonda registrou 13 casos de meningite, sendo três do tipo meningocócica. A chefe do Setor de Epidemiologia afirma que o número está dentro da média, que tem sido de 15 casos por ano, enquanto na década de 1990 chegava a 30 por ano. “A queda ocorreu porque novas vacinas foram introduzidas, diminuindo o elenco de bactérias que transmitem a doença”, explicou.
O corpo de Maria Eduarda foi sepultado na manhã desta quinta-feira no Portal da Saudade.