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Polícia

Witzel endurece discurso contra Bolsonaro

Governador fala em crime contra a humanidade

30/03/2020 15:00:13

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel endureceu nesta segunda-feira o discurso contra a postura do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de coronavírus no Brasil. Em entrevista coletiva concedida no início da tarde para comentar as ações adotadas por ele para conter a propagação do vírus, Wiitzel disse que o presidente pode ser acusado de crimes contra a humanidade por desrespeitar as determinações dos órgãos de saúde para o combate ao coronavírus.

"Não estou aqui para fazer prejulgamento de ninguém, mas se pudesse dar um conselho como jurista, diria que [ele] está colocando em risco a sua liberdade, porque é um chefe de estado e a um chefe de estado não se admite que vá na contramão de recomendações como a ONU, OMS. Fazer ações que possam aumentar a pandemia pode ser caracterizado nos termos do artigo 7º do Estatuto de Roma de crime contra a humanidade", afirmou o governador do Rio.

Nesta segunda-feira, em decreto publicado no Diário Oficial, Witzel estendeu por mais 15 dias as medidas de contenção. Na sua avaliação, a curva de casos de Covid-19 no estado, “numa primeira análise”, está se comportando como a da Coreia do Sul. Ele acrescentou, no entanto, que isso será mais bem estudado até a data da reavaliação.

O país asiático tem sido usado como referência bem sucedida contra a explosão de casos da doença. Um dos motivos apontados por especialistas é a testagem em massa da população, o que ainda não ocorre no estado. O secretário de Saúde, Edmar disse que mais kits de exames chegarão na próxima quinta-feira.

O estado comprou 1, 5 milhão de exames, sendo que o primeiro lote será de 400 mil. Outra medida está sendo elaborada com pesquisadores da Fiocruz, uma ferramenta tecnológica para mapear os contaminados, inclusive para liberá-los do isolamento.

“Estamos com uma curva controlada. Depois de fechar os estabelecimentos comerciais, fizemos o achatamento da curva. Ao fazer qualquer mudança, como o retorno das aulas, como quer Crivella, vamos impedir essa ação. Não é o momento de ninguém voltar para a escola. Nós não vamos permitir. O governador tem poder de polícia”, lembrou Witzel.

O governador voltou a solicitar que as pessoas permaneçam em casa e advertiu que, “daqui a pouco vamos ter que começar a levar para a delegacia”, disse, ao falar sobre os que insistem em estar nas ruas sem que haja necessidade. “Até então foi um pedido, agora estou dando uma ordem: não saia de casa, porque aqueles que amanhã ou depois morrerem por falta de atendimento porque a curva de contaminação aumentou serão responsabilizados pela morte". (Foto: Agência Brasil)

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