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Nacional

Veja a repercussão da condenação de Lula no meio político

12/07/2017 17:27:12

A condenação do ex-presidente Lula a nove anos e meio de prisão, como já era esperado, repercute no meio político. A decisão de Sérgio Moro foi tomada no processo que investigou o apartamento tríplex no Guarujá (SP), cuja propriedade é atribuída ao petista, o que ele nega.

Lula poderá recorrer à Justiça de 2ª Instância (TRF4ª Região). Caso o tribunal confirme a sentença condenatória, o ex-presidente ficará inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, mas com chances de concorrer às eleições de 2018. Neste caso, precisará de uma decisão liminar contra o acórdão do TRF4 até que os possíveis recursos às instâncias superiores (Superior Tribunal de Justiça e supremo Tribunal federal) sejam julgados.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que a decisão foi política, e funcionou como uma prestação de contas à opinião pública. “Sergio Moro prestou contas aos meios de comunicação e à opinião pública que formou contra Lula. Condenou sem provas! Vergonhoso”, disse a senadora em uma rede social.

- Telefonei para ele, falei que estamos combinando de ir para lá. Senadores e deputados devem ir, nós estaremos juntos dele nessa hora. Foi uma decisão eminentemente política, baseada apenas em o juiz Sérgio Moro prestar contas à opinião pública, fato, aliás, que ele vem mantendo desde o início do julgamento. Ele disse que só poderia combinar se tivesse apoio da opinião pública. Não tem uma prova fática nesse processo. Na verdade, as únicas provas são de inocência. O presidente está absolutamente tranquilo, porque ele sabe que foi ele quem produziu as provas de inocência do processo – afirmou à imprensa.

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), disse que Lula foi condenado sem prova alguma. “É um golpe continuado. Eles não querem que Lula seja candidato em 2018”, acusou.

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP) também disse que a condenação visa impedir a candidatura de Lula em 2018. Afirmou que é hora de “ocuparmos as ruas”.

A deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) disse que a condenação desvia as atenções da reforma trabalhista, que acaba de ser aprovada no Senado.

Já o deputado federal Roberto Requião (PMDB-PR) criticou as decisões de condenar Lula e liberar Aécio Neves (PSDB-MG) de volta ao Senado. Também em uma rede social ele escreveu: “Lula condenado, Aécio liberado, Temer protegido, soberania fulminada, trabalhador escravizado, mercado triunfante, até que o Brasil se levante”.

OPOSIÇÃO – Os políticos da oposição comemoraram a decisão de Moro. Disseram que a decisão tem base legal e repetiram que “a lei é para todos”. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), disse que o “maior cara de pau” do Brasil foi condenado. “A justiça foi feita”, escreveu.

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) disse que a condenação era esperada. “Lula é o principal responsável pelo grande escândalo de corrupção no país”, escreveu, enquanto o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), afirmou em rede social que a decisão de Moro é “baseada na lei, nos fatos e nas provas”.

No Planalto, a notícia foi celebrada por alguns auxiliares, mas vista com cautela por outros. Alguns entendem que a repercussão da sentença tira Temer do foco da crise política, mas outros avaliam que a decisão mostra que há uma mudança de paradigmas no Brasil e que políticos estão cada vez mais sujeitos a decisões judiciais.

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