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Saúde

Saúde investiga causa da morte de designer de Volta Redonda

Homem de 32 anos passou mal em Paraty e morreu no fim de semana

15/01/2018 11:34:18

Embora a prefeitura de Volta Redonda tenha afirmado nesta segunda-feira não haver casos suspeitos de febre amarela na cidade, a morte de um designer gráfico de 32 anos, na madrugada do último sábado, está sendo investigada. Material para exame foi colhido no Instituto Médico Legal (IML), em Três Poços, já que os sintomas indicam a possibilidade da doença – assim como de outras, como dengue e leptospirose. O material foi encaminhado ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels).

Adepto de caminhadas em matas, o designer passou a virada de ano em Paraty, de onde retornou na última quarta-feira, segundo a família. Na cidade litorânea, ele procurou um posto de saúde onde, informou aos parentes, foi medicado com benzetacil.

- Ele chegou a Volta Redonda passando mal – disse ao FOCO REGIONAL uma prima do designer. Segundo ela, no mesmo dia, depois de desmaiar em casa, a vítima foi levada ao Cais Aterrado numa ambulância. Na unidade, lhe foi aplicada outra injeção do mesmo medicamento, sendo ele liberado para voltar para casa, embora, ainda segundo a prima, apresentasse uma infecção que a médica não teria conseguido identificar.

- Acho que houve negligência. Ele estava com baixo número de plaquetas no sangue e mesmo assim foi liberado – afirmou a prima, que no domingo registrou na delegacia de polícia um boletim de ocorrência para que os procedimentos do Cais em relação ao paciente sejam apurados.

O designer – que era filho único – morreu por volta das 3h40min de sábado. “Ele teve uma hemorragia horrorosa”, disse a prima. O corpo foi para o IML ainda na madrugada de sábado, mas só foi liberado por volta das 14h30min, de acordo com a mãe do rapaz, depois que a Secretaria Municipal de Saúde providenciou a coleta de material para análise. “Só tive uma hora para velar meu filho. Foi muita dor, muito difícil”, lamentou a mãe, lembrando que, no dia em que ele foi atendido no Cais, comprou todos os medicamentos prescritos, que custaram cerca de R$ 300.

Também de acordo com a prima, o atestado de óbito do designer estava sendo providenciado nesta segunda-feira. No documento emitido pelo IML, no lugar da causa da morte consta “sob investigação”.

Procurado, o secretário de Saúde de Volta Redonda respondeu, através da Secretaria de Comunicação da prefeitura que “os procedimentos adotados seguem o que recomenda o protocolo da Secretaria Estadual de Saúde para óbitos consequentes de varias doenças como leptospirose, dengue, varias patologias hepáticas, infecção generalizada, febre amarela, entre outras”. Ele confirmou que foi colhido material para análise “e enviado para o laboratório referência que é o Lacen no Rio e aguardamos os resultados”. O secretário disse ainda que “seria pura especulação antecipar qualquer possibilidade” de resultado nesse momento. Com relação ao óbito a Secretaria de Saúde “pediu o histórico de atendimento do paciente para averiguar os procedimentos adotados”.

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