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Política

Samuca é recebido por equipe com aplausos após denúncia

09/03/2020 08:40:59

O prefeito de Volta Redonda se emocionou ao ser recebido com aplausos, na manhã desta segunda-feira, no Palácio 17 de Julho, no primeiro dia de expediente após a denúncia feita por ele que resultou na prisão do vereador Paulinho do Raio-X (MDB), na manhã do último sábado. Samuca chegou à prefeitura por volta das 7 horas, sendo recebido no hall por diversos secretários e outros membros do governo, que o aplaudiram e o abraçaram, cumprimentando-o pela atitude de denunciar uma suposta tentativa de extorsão praticada por três vereadores. Os nomes dos outros dois ainda não foram divulgados.

Paulinho do Raio-X foi preso em sua sala no 8º andar do Pontual Shopping, quando, segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil, esperava receber R$ 325 mil que estaria exigindo do prefeito para não votar a favor do impeachment do chefe do Executivo e não apresentar outros requerimentos no mesmo sentido.

O vereador teve a prisão preventiva decretada no domingo, mas, no mesmo dia, obteve habeas-corpus concedido por um desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Samuca não quis comentar a decisão judicial em favor do parlamentar, dizendo que o procedimento agora cabe ao MPRJ e à Polícia Civil, mas disse que a denúncia que fez está amplamente documentada, com vídeos, áudios e mensagens de texto: “Isso [a concessão do habeas-corpus], faz parte da Justiça e não cabe a mim comentar. O que eu tinha de fazer, fiz. O que posso dizer é que todo o processo tem materialidade, com segurança jurídica para os procedimentos efetuados”.

Ao FOCO REGIONAL, ele deu informações até agora desconhecidas: de acordo com ele, o primeiro contato não foi feito por Paulinho e sim por outro vereador que está sendo investigado, no dia 12 de fevereiro. Disse também o prefeito que, no sábado, o primeiro local marcado por Paulinho para se encontrar com ele foi no bairro Laranjal. “Depois, ele mudou para o Pontual Shopping”, disse o prefeito, acrescentando que, Paulinho teria informado que os outros dois vereadores iriam junto, mas só ele apareceu.

Samuca contou também que, desde o primeiro contato, encontros para a entrega do dinheiro chegaram a ser marcados para outros locais, mas cancelados a pedido, segundo ele, dos vereadores.

Ainda de acordo com Samuca, a mudança de última hora do local do encontro, no último sábado, fez com que o MPRJ e a Polícia Civil pedissem a ele se atrasasse, para que pudessem se dirigir para a Vila Santa Cecília. Ele contou ainda que, quando a porta da sala foi arrombada, o vereador entrou em luta corporal com dois agentes, só sendo dominado quando outros entraram na sala.

SEM ESCOLHA – Samuca disse que foi o primeiro caso de extorsão que ele sofreu no exercício do cargo de prefeito. “Não tive escolha [senão denunciar]. E não fiz mais que minha obrigação. Houve um fato e, no momento em que fui procurado, procurei as autoridades”, afirmou ele nesta segunda-feira. E acrescentou: “Se me conhecessem, não teriam feito este tipo de proposta, pois minha honra está acima de tudo”.

O prefeito disse ainda que a mochila não continha os R$ 325 mil que estariam sendo exigidos, mas apenas uma parte: “Não tenho esse dinheiro todo. Segui as orientações para que houvesse a materialidade dos fatos”.

Depois de afirmar que confia na Justiça, Samuca disse também confiar na Câmara. Para ele, o episódio não mancha o Legislativo, “mas um cidadão no exercício do cargo de vereador”. Deixou claro também que não vai “fazer carga” para que Paulinho seja cassado. “Isso é assunto da Câmara”, comentou.

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