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Estado

Procurador diz que Alerj era uma ‘propinolândia’

08/11/2018 12:24:18

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, após a deflagração da Operação Furna da Onça (referência a um anexo da Assembleia Legislativa do Rio onde deputados faziam reuniões reservadas) o procurador regional da República, Carlos Aguiar, afirmou que havia uma “propinolândia” na Alerj. O esquema de compra e venda de votos na Casa movimentou ao menos R$ 54 milhões de propinas, disse o superintendente da Polícia Federal, Ricardo Saadi. Segundo as investigações, deputados recebiam “mensalinhos” que, somados, chegariam a R$ 900 mil.

De acordo com as investigações, a organização criminosa, chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. O loteamento de cargos no Detran era outra forma de "agrado" aos deputados. A força-tarefa afirma que o esquema continuou mesmo após as operações do ano passado, quando Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi foram presos.

Dos 22 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 20 foram cumpridos até o meio-dia desta quinta-feira. Até o momento desta publicação, eram considerados foragidos o presidente do Detran, Leonardo Jacob, e seu antecessor, Vinícius Farah, que, segundo a força-tarefa responsável pelo cumprimento dos mandados, lotearam cargos como parte das vantagens indevidas.

- A prisão temporária [de deputados] foi decretada e não será submetida à Alerj – afirmou o procurador.

Também foi preso o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, apontado como o canal entre Alerj e Palácio Guanabara. Houve ainda 47 mandados de busca e apreensão, inclusive para a Alerj, no prédio anexo, e o Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

Foram presos ainda os deputados estaduais André Correa, Chiquinho da Mangueira, Coronel Jairo, Luiz Martins, Marcelo Simão, Marcos Abrahão e Marcus Vinícius Neskau. Eles tiveram prisão temporária deferida pela Justiça. Os deputados afastados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo – que já se encontram presos (Picciani em prisão domiciliar) – tiveram decretada nova prisão preventiva.

Quem é quem

Affonso Monnerat – secretário estadual de Governo (preso)

André Correa (DEM) – deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente (preso)

Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba (preso)

Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito (preso)

Edson Albertassi (MDB), deputado afastado (já preso em Bangu)

Jorge Picciani (MDB), deputado afastado (em prisão domiciliar)

Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito (preso)

Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito (preso)

Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito (preso)

Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito (preso)

Paulo Melo (MDB), deputado afastado (preso em Bangu)

Leonardo Jacob, presidente do Detran (preso ao se entregar no Rio)

Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal (preso ao se entregar em Brasília)

* Atualizada às 17h15min

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