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Polícia

Preso em Rio Claro casal suspeito de desviar dinheiro de fundo previdenciário

Valor teria chegado a R$ 700 mil em 2 anos

24/07/2018 14:32:27

A Polícia Civil de Rio Claro prendeu na manhã desta terça-feira a servidora pública Silvana Santos de Paiva e o marido dela, Nilson Lima Nascimento, suspeitos de desviarem para suas contas pessoais ao menos R$ 700 mil do Fundo Municipal de Previdência entre 2015 e 2016. Os dois tiveram a prisão temporária de cinco dias decretada pela Justiça.

A investigação policial passou a ser feita após uma denúncia feita pelo secretário de Administração da prefeitura de Rio Claro, Arnaldo Lemos Magalhães, que exonerou Silvana do cargo de diretora de Finanças do fundo após, segundo ele, constatar uma “inexplicável evolução patrimonial” da servidora, que está respondendo a processo administrativo, e a confirmação de transferências para a conta particular dela.

Antes da prisão temporária, a Justiça já havia autorizado a polícia a cumprir mandado de busca na residência do casal, onde, segundo o delegado Michel Floroschk, foram encontrados documentos de aquisição de imóveis em contratos não registrados em cartórios. Segundo ele, também foram identificados “fortes indícios” de ocultação de capitais, sobretudo quando analisadas as declarações de renda dos suspeitos. Nas buscas, foram ainda encontradas fotos “de uma mansão às margens de uma represa ou mar, que até então não foi localizada nem declarada pelos investigados”.

DENÚNCIA – Ao levar o caso à polícia no início de junho, por orientação do Ministério Público, acompanhado do procurador Geral do Município, Marcelo Superchi, o secretário declarou que, por ser Silvana uma pessoa até então de sua total confiança, forneceu a ela a senha para a movimentação das contas do Fundo Municipal de Previdência, esclarecendo que, para tanto, era necessária a utilização de duas senhas – a dele e a da servidora. Ele começou a desconfiar da funcionária pública a partir do crescimento de seu patrimônio, segundo ele, injustificável.

Ao depor, Arnaldo informou ainda que fez um levantamento que comprovaria o desvio de valores ocorridos na conta do Fundo Municipal de Previdência.  

O delegado de Rio Claro (que acumula também a delegacia de Piraí) ouviu ainda o depoimento de outro servidor da prefeitura, que foi gestor do fundo previdenciário entre 2012 e 2016. Ele confirmou que, juntamente com o secretário Arnaldo Lemos Magalhães, realizou uma auditoria nas contas do fundo, tendo constatado não somente as transferências entre 2015 e 2016, mas também entre o ano passado e este ano. Os valores entre 2017 e 2018 ainda estão sendo levantados.

Floroschk informou que o casal responde por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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