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Política

Poucas & Boas: Volta Redonda e seus candidatos

08/10/2018 10:54:18

FERNANDO PEDROSA

Embora não tenham sido eleitos, alguns candidatos de Volta Redonda que disputaram vagas, principalmente de deputado estadual, não fizeram feio nas eleições do domingo. Jari (PSB), Márcia Cury (SD) e Dinho (PATRI) não se saíram mal, sobretudo no desempenho em Volta Redonda.

O vereador Jari, que somou 19.974 votos, teve na cidade 16.720. A ex-secretária de Saúde, Márcia Cury, disputando uma eleição pela primeira vez, chegou a 17.785 – dos quais 15.225 em Volta Redonda. Foi um bom teste para a eleição de vereador em 2020, ainda que a disputa municipal seja completamente diferente.

O também vereador Dinho somou 12.726, sendo 9.331 na cidade.

Por outro lado...

A votação de Baltazar (PDT), que nove entre dez entendidos da política municipal dava como praticamente certa, ficou muito aquém do que se esperava. O ex-prefeito, ex-deputado federal e ex-vereador terminou a apuração com 27.558 votos – sendo 18.633 em Volta Redonda.

Eleito, Baltazar estaria cacifando seu nome para a disputa pelo Palácio 17 de Julho em 2020. E contaria com a visibilidade que a Assembleia Legislativa proporciona.

Outro cujo desempenho ficou muito abaixo do que se esperava foi Munir Neto, que adotou politicamente o nome do irmão, o ex-prefeito Antônio Francisco Neto. Sua baixa votação foi um duro golpe para aquele que é considerado o grande cacique da tribo política de Volta Redonda, dono de quatro mandatos na prefeitura.

Munir teve 18.718 votos – e deste total 13.408 foram em sua cidade natal. Também com a ressalva de que eleição para prefeito é outra, completamente diferente, o resultado obtido por Munir lança uma névoa sobre a convicção que muitos tinham que de, se for mesmo impedido de disputar o cargo daqui a dois anos, Neto tenha facilidade de fazer o irmão o próximo ocupante do Palácio 17 de Julho.

Tudo errado

Poucas & Boas: Volta Redonda e seus candidatos

Um caso à parte é o do empresário Rogério Loureiro.  Ex-presidente do Voltaço, ele parecia ter a bola quicando entre ele e o goleiro nesta eleição. Era só empurrar para o gol. Filiou-se ao Podemos de Romário, candidato ao governo do estado, que, na largada, era favorito. Depois, perdeu espaço para Eduardo Paes, mas ainda era apontado como virtual adversário do ex-prefeito do Rio no segundo turno.

Romário deu o controle do partido em Volta Redonda a Rogério – motivo que levou, inclusive, o prefeito Samuca Silva, também filiado à legenda, a anunciar seu apoio a Eduardo Paes.

Mesmo que não fosse eleito, como não foi, Rogério certamente ganharia um cargo relevante num eventual governo de Romário. Só que a candidatura do senador foi esfarelando na reta final e Rogério viu a bola que estava quicando ir para fora, sem que ele ao menos conseguisse dar um toquinho.

A votação do empresário – 3.418 votos, dos quais apenas 1.943 em Volta Redonda – foi um retumbante fracasso.  Em 2014, quando também tentou uma cadeira na Alerj, Rogério somou 10.468 votos – 6.062 na cidade do aço.

O fenômeno

A eleição de deputado federal este ano produziu um fenômeno que atende pelo nome de Antônio Furtado. O delegado de polícia, que se popularizou na região ao comandar por cerca de quatro anos a 93ª DP, tirou votos de todo mundo.

Furtado arrancou em Volta Redonda nada menos que 35,73% dos votos, chegando a 54.156. Sua soma final foram os espantosos 104.208. Foi uma espécie de latifundiário das urnas na região, arrebanhando fora nada menos que 50.052 votos.

Resultado: sobrou (azar) para todos os demais que concorreram tendo Volta Redonda como base, caso de Deley (PTB) – outro chancelado pelo ex-prefeito Neto. O petebista, que em 2014 teve 27.669 votos somente na cidade, desta vez estacionou em 8.305 – menos de um terço que quatro anos atrás.

Deley terminou a eleição de 2014 com 48.864 votos e nesta não passou de 21.377, ou seja, menos da metade.

Em baixa I

O ex-deputado estadual Nelson Gonçalves (PSD) este ano mirou a Câmara dos Deputados, o que de início pareceu uma decisão acertada. Mas concluiu a disputa também com uma votação muito baixa para quem pretendia brigar por uma cadeira: 11.683 votos. Destes, foram apenas 7.996 em Volta Redonda.

Em baixa II

Zoinho (SD), que fechou a apuração com 7.105 votos, não conseguiu conquistar na cidade mais que 5.729. Foi seguido de perto por Geraldinho do Gelo (PHS), com 6.845 votos (5.699 em Volta Redonda), historicamente com muito menos exposição na política municipal do que o ex-deputado federal.

Em baixa III

Por fim, América Tereza (MDB), teve apenas 6.496 votos. Em Volta Redonda, não passou de 4.049. E olhe que, em 2014, a ex-vereadora bateu, só na cidade, em 18.658 votos.

Até onde foi o efeito Furtado e até onde é somente desgaste, não é possível medir.

Peixe morre pela boca

Na política, tem gente que acaba de entrar no ônibus e já senta na janela. Que o diga Wilson Witzel. É ou não é, Romário?

FERNANDO PEDROSA éeditor do FOCO REGIONAL

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