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Polícia

PF prende Hudson Braga no Rio e outros 2 em Volta Redonda

17/11/2016 08:47:06

Além do governador Sérgio Cabral, no Rio, a Polícia Federal prendeu três pessoas de Volta Redonda na Operação Calicute, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos em obras realizadas pelo governo do estado. O ex-secretário estadual de Obras, Hudson Braga, recebeu a ordem de prisão no Rio.

Uma equipe da Polícia Federal esteve num apartamento dele no Jardim Amália, em Volta Redonda, onde Braga não foi encontrado, mas outra havia sido designada para um endereço na capital, onde ele estava. Braga já foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, no Rio, onde também se encontram Sérgio Cabral e outros presos.

O ex-secretário não foi o único voltarredondense preso na operação. O engenheiro Luiz Paulo Reis, orientado por seu advogado, se apresentou na delegacia da PF em Volta Redonda. Inicialmente, a informação divulgada pelo comando da operação, no Rio, é de que ele tinha sido preso em casa,  na localidade conhecida como Fazendinha, no bairro Niterói, em Volta Redonda. Entretanto, Reis não estava e, ao saber da presença dos policiais em sua residência, ligou para o advogado, que lhe fez a recomendação de se apresentar. Segundo a denúncia, ele é sócio de Braga e seria operador financeiro do esquema.

Outro preso na cidade é José Orlando Rabelo. Ele também estava em casa, na Vila Mury, quando foi preso pela Polícia Federal. Rabelo, segundo conhecidos, foi chefe de gabinete de Braga na Secretaria de Obras.

Braguinha queria superpoderes no governo Pezão

Preso nesta quinta-feira na Operação Calicute, da Polícia Federal, o ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga começou sua carreira no setor público durante o primeiro mandato do prefeito Antônio Francisco Neto, em 1996.  Foi secretário de administração.

Depois de exonerado, ele passou a integrar o governo do estado, inicialmente como subsecretário estadual de Obras, assumindo depois a secretaria, quando Cabral criou uma coordenadoria de infraestrutura, entregue ao então vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Conhecido pela sua rispidez, Braguinha, assim chamado pelos amigos, conduziu projetos de grande porte, como a construção do Arco Metropolitano. Com a renúncia de Cabral em 2014 e a ascensão de Pezão ao cargo de governador, Braga passou a ter mais poderes, assumindo a coordenadoria de infraestrutura.

No mesmo ano, ele foi um dos principais coordenadores da campanha de Pezão que foi vitoriosa, mantendo o estado sob o comando do PMDB. Após a eleição, no entanto, ele deixou o governo, segundo a imprensa carioca, porque queria ser nomeado para a Casa Civil,  com superpoderes, enquanto o plano de Pezão era mantê-lo na Coordenadoria de Infraestrutura.

Outra acusação

Braga ainda é acusado de supostas irregularidades na contratação de empresas, após a tragédia que matou mais de 900 pessoas na Região Serrana e deixou outras centenas de desaparecidos, em 2011. Ele foi citado pelo Ministério Público Federal em ação que investiga as improbidades.

De acordo com o MPF, Hudson e Affonso Henriques Monnerat - outro forte nome do governo de Pezão - teriam recebido o valor para a realização de pontes, mas não teriam concluído as obras até a expiração do contrato. Em dezembro de 2011, segundo a denúncia, das 41 pontes planejadas, apenas uma estava concluída e outra estava em estágio final de construção.

Na época, Braguinha alegou que os atos questionados na ação de improbidade foram objeto de relatório no Tribunal de Contas da União e na Controladoria-Geral da União, e que as ações foram arquivadas. (Com informações do jornal Extra)

Atualizada às 11h35min

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