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Polícia

Operação contra quadrilha cumpre 20 mandados de prisão

20/04/2017 18:11:08

A Operação TNT, deflagrada nesta quinta-feira em conjunto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Militar foi encerrada com o cumprimento de 20 mandados de prisão. Todos são contra suspeitos de integrar uma quadrilha que explodia e roubava caixas eletrônicos no estado do Rio de Janeiro. Sete seriam policiais militares.

O grupo, segundo a investigação, movimentou cerca de R$ 2 milhões desde agosto de 2016, quando a operação foi iniciada, a partir de assaltos com explosões em caixas eletrônicos de montadoras de veículos no Sul Fluminense. Com ações semelhantes acontecendo em outros locais, a PM e o MP desconfiaram que se tratava de apenas uma quadrilha. O grupo também praticava assaltos a empresas e traficava drogas.

"Estimamos que foram desviados R$ 2 milhões, sem contar os valores da facção voltada para o tráfico de drogas, cuja atuação também é muito intensa", afirmou o promotor Fabiano Gonçalves. Segundo ele, o bando costumava contar com o apoio de funcionários do local do crime. Os cúmplices revelariam em que dia o caixa seria abastecido para obter lucros maiores. Por caixa, houve roubos que renderam à quadrilha até R$ 350 mil.

A maioria dos casos de explosões ocorreu em Angra dos Reis, mas também em Resende, Caxias e Rio. Foram apreendidas também armas e drogas. Os valores roubados eram exibidos em redes sociais. No total, foram expedidos 83 mandados de busca e apreensão e 33 de prisão preventiva.

Operação contra quadrilha cumpre 20 mandados de prisão

O Ministério Público alega que há uma troca de informações e de experiências da quadrilha fluminense com uma facção de São Paulo, que é especialista em roubos de caixas. "A facção paulista tem essa expertise, que foi repassada aos criminosos de Angra dos Reis. Um deles continuou na facção de São Paulo e por isso foi preso. De lá, se obteve o know how e o intercâmbio", disse o promotor (foto acima).

Câmeras de vigilância flagraram a atuação da quadrilha. Em uma das ações, ocorrida em novembro do ano passado em Lídice, distrito de Rio Claro, os criminosos atacaram um caixa eletrônico dentro de uma loja localizada em um posto de combustíveis.

Entre os alvos da operação estavam adolescentes, presidiários que, segundo a polícia, comandam a ação da quadrilha de dentro dos presídios, e policiais militares do 33º BPM (Angra dos Reis) que, segundo as investigações, agiam de forma conivente com a quadrilha.

O grupo é acusado de explodir seis caixas eletrônicos somente no ano passado e também de tráfico de drogas em Angra dos Reis e Resende. (Fotos: Reprodução TV / Arquivo Foco Regional)

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