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Estado

Munição que matou Marielle era de lote da Polícia Federal

PF e Polícia Civil divulgam nota em conjunto

16/03/2018 14:57:22

A munição da pistola 9 mm utilizada pelos assassinos da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Pedro Gomes, na noite da quarta-feira, no Rio, faziam parte de um lote vendido para a Polícia Federal em 2006. De acordo com informações do "RJTV", da TV Globo, as polícias Civil e Federal vão iniciar um trabalho conjunto de rastreamento para tentar descobrir se houve desvio do material. De acordo com a perícia da Divisão de Homicídios, o lote de munição UZZ-18 é original, ou seja, não foi recarregada.

Segundo a TV Globo, os lotes de munições foram vendidos à PF de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006, com as notas fiscais número 220-821 e 220-822. Em uma nova perícia feita no fim da tarde desta quinta-feira, ficou constatado que 13 disparos atingiram o veículo em que Marielle estava: nove na lataria e quatro no vidro. Ainda de acordo com a TV Globo, o carro usado pelos criminosos tinha a placa clonada. Estão sendo feitas buscas na Baixada Fluminense pelo veículo.

Os criminosos deixaram para trás R$ 346 e três celulares que estavam com as vítimas dentro do Chevrolet Agile branco da vereadora. O dinheiro e os aparelhos foram apreendidos por agentes da Delegacia de Homicídios (DH), que investigam o crime. Para investigadores, o fato de nada ter sido levado comprova a linha de investigação de que Marielle foi executada. No local do crime, os policiais também apreenderam nove estojos de calibre 9mm de duas marcas diferentes, uma brasileira e outra colombiana. Para a polícia, o atirador fez os disparos e, logo em seguida, os criminosos fugiram, sem nem desembarcar do veículo.

Para a DH, dois carros participaram do crime: um Cobalt prata, onde estava o atirador, e outro veículo, que foi flagrado por câmeras da CET-Rio já obtidas pela DH se dirigindo para o local do crime. De acordo com os agentes da especializada, no segundo veículo, estavam homens que observavam a movimentação da vereadora durante o evento que ela participava, na Lapa, antes do crime. Entretanto, após a saída de Marielle do local, na Rua dos Inválidos, o carro segue o Cobalt.

A polícia trabalha com a hipótese de o segundo carro ter entrado na frente do veículo onde estava a vereadora, para facilitar o trabalho do atirador, que vinha no outro veículo. As câmeras da prefeitura, entretanto, não mostram o local do crime, só partes do trajeto feitos pelos carros, da Lapa até o Estácio.

Veja a nota em conjunto das polícias Federal e Civil do Rio:

“Além da investigação conduzida pela Polícia Civil pelo crime de homicídio, já foi instaurado inquérito no âmbito da Polícia Federal para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime.

A Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reiteram o seu compromisso de trabalhar em conjunto para a elucidação de todos os fatos envolvendo os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, ocorrido na noite da última quarta-feira, no Rio de Janeiro”.

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