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Polícia

Mulheres ocupam entrada do 28º batalhão da Polícia Militar

09/02/2017 21:10:07

Cerca de 20 mulheres ocupam, desde às 19h30min desta quinta-feira, a entrada do 28º BPM (Batalhão de Polícia Militar), no bairro Niterói, em Volta Redonda. Elas aguardam a presença de outras e prometem ficar acampadas no local, assumindo a reivindicação de policiais militares do estado do Rio de Janeiro por pagamentos em dia e benefícios atrasados pelo governo do estado. A atitude é a mesma das mulheres de PMs do Espírito Santo (onde o movimento foi deflagrado por reajuste salarial), que paralisou os batalhões no estado vizinho, desencadeando uma onda de violência  em terras capixabas.

Segundo elas, um oficial do BPM advertiu que todas poderão ser presas, mas garantem que não permitirão a saída das viaturas. Um policial no pátio da batalhão disse ao FOCO REGIONAL: “Cara, não vamos botar a mão em mulher de PM”.

O comandante Luiz Damião Portella, que se encontrava na unidade, no momento da publicação desta nota, informou através de um oficial que não está autorizando a dar entrevistas. Além das questões salariais, as mulheres querem que os policiais da região lotados fora sejam transferidos para batalhões do Sul Fluminense.

Para passar a noite elas levaram cadeiras e roupas e estavam armando uma tenda. Carros da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros que passaram em frente ao BPM ligaram as sirenes em apoio à manifestação.

- Ninguém vai sair enquanto não formos atendidas – disse Vanessa, casada com um bombeiro militar.

As manifestantes dizem não temer que ocorram na cidade os distúrbios registrados no Espírito Santo. “Volta Redonda é Volta Redonda, Espírito Santo é Espírito Santo. Nossa manifestação é pacífica. Nossos filhos ou maridos nem sabem que estamos aqui. Vão saber agora, através de vocês da imprensa. É um movimento espontâneo”, disse Cristina, mãe de PM lotado no Riko de Janeiro.

Outra mulher, que se identificou apenas como Sandra, disse que os atrasos no pagamento estão fazendo com que as famílias sejam obrigadas a improvisar para que os policiais possam trabalhar. “Sou mãe e estou custeando as passagens do meu filho. Os policiais saem para trabalhar, arriscam a vida e não tem um salário digno, que ainda está sendo pago com atraso”, reclamou. Ela disse ter saído do trabalho direto para a manifestação.

O pai de um policial, que não quis se identificar, afirmou que o comando da PM e o governo do estado sabiam que haveria a manifestação em Volta Redonda, mas divulgaram que se tratava de boato. Segundo ele, foi montada uma estratégia, com as viaturas sendo abastecidas mais cedo e a troca de turno estaria programada para ocorrer  no PPCs (Posto de Policiamento Comunitário).

Se não for no BPM, as viaturas terão de ser abastecidas no quartel do Corpo de Bombeiros, no Aterrado. “Vai ser deslocado um grupo de mulheres pra lá”, avisou.

Até o momento da publicação desta nota, não havia informações confirmadas sobre a situação nos demais batalhões do estado. (Veja outras fotos clicando na galeria abaixo)

 

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