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Estado

MPRJ obtém decretação da prisão de líderes de milícia que atua em Itaguaí

Justiça nega pedido de liberdade de oito detidos

17/10/2018 12:06:09

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve na Justiça decisões favoráveis a partir de denúncia apresentada no dia 3 de outubro. Baseada em diligências complementares ao Inquérito Policial nº 048-02627/2018, a denúncia é desdobramento da operação Freedom que, deflagrada no início de agosto, teve por foco o combate ao modelo de expansão da maior milícia da Zona Oeste da Capital para municípios da Costa Verde e da Baixada Fluminense.

Em 15 de setembro, diligência do GAP no município de Itaguaí, no bairro Jardim Laiá, resultou na prisão de oito milicianos, autuados em flagrante por organização criminosa e porte ilegal de armas de fogo.

A decisão mais recente da Justiça recebeu a denúncia do Gaeco que, com base em apurações adicionais e evidências comprovatórias, atribui aos oito presos e a dois de seus líderes, estes foragidos, também acusações de crimes de extorsão circunstanciada a comerciantes da região e de receptação qualificada. Diante disso, a Vara Criminal de Itaguaí negou o pedido de liberdade provisória dos denunciados já capturados, que permanecerão detidos, e decretou a prisão preventiva de Wellington da Silva Braga e Carlos Eduardo Benevides Gomes, apontados como comandantes da organização criminosa.

Em sua decisão, o juiz Edison Ponte Burlamaqui afirma que os foragidos, popularmente conhecidos como “Ecko” e “Bené”, que figuram entre os milicianos mais procurados do estado, eram os donos das armas apreendidas na ação realizada em  15 de setembro, sendo responsáveis pelo aparelhamento da organização criminosa, na qual atuavam seus comandados. Assim, Wellington e Carlos Eduardo estipulavam e ordenavam todo o esquema de extorsões, sendo os principais beneficiados pelos lucros ilícitos auferidos.

Diante dos argumentos o juiz considerou não haver dúvidas de que, em liberdade, ambos colocam em grave risco a ordem pública e social. Quanto ao pedido de libertação dos oito detidos, comandados por “Ecko”, o magistrado afirma não ver qualquer alteração que justifique a concessão de tal medida nesta fase processual, lembrando a gravidade das condutas imputadas aos acusados.

A organização criminosa de Itaguaí, investigada no contexto da Operação Freedom, mantém laços com grupo de milicianos que domina a região de Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense, e encontra-se em processo de expansão para a Costa Verde e Piraí.

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