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Esporte

Morte de Niki Lauda deixa o esporte de luto

Tricampeão de F1 escreveu história brilhante

21/05/2019 08:39:29

Lauda, de camisa quadriculada: Uma lenda da Fórmula 1

A morte do austríaco Niki Lauda, aos 70 anos, em sua terra natal, deixou de luto não somente o automobilismo, mas o esporte de uma maneira geral. Lauda, que fez um transplante de pulmão no ano passado, morreu de insuficiência renal.

“Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira, 20 de maio de 2019. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis; seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta”, disse a família num comunicado.

Lauda foi único piloto campeão mundial pela Ferrari e McLaren. Venceu as temporadas de 1975, 1977 e 1984, a última pela McLaren. Ele se aposentou em 1985.

Em 1976, Lauda sofreu no GP da Alemanha um dos mais graves e assustadores acidentes da F1. O carro pegou fogo após uma batida. Ele teve o rosto desfigurado. UM padre chegou a ser levado ao hospital para lhe dar a extrema-unção, que ele repeliu. No entanto, apenas 43 dias depois, já estava treinando para o GP da Itália.

- Eu tive muitas queimaduras, mas me recuperei rápido. Aquilo demorou a passar, mas eu ainda estou aqui. E tenho que dizer: não, nunca tive medo. Eu estava nas mãos de ótimos especialistas e coloquei minha confiança neles. Sabia que aquele tempo demoraria, mas a única coisa que eu poderia fazer era lutar- declarou.

Filho de família muito rica, Lauda não teve apoio para correr dentro de casa. O avô era banqueiro e todos esperavam que ele fosse administrar os negócios da família. Seu sonho, porém, era o automobilismo. Com dinheiro emprestado, comprou uma vaga na March, passou pela BRM e logo chegou à Ferrari.

Além do automobilismo, Lauda se aventurou também na aviação, abrindo uma companhia aérea comercial com seu nome. Acabou vendendo a empresa e topou voltar à F1. Dois anos depois, em 1984, cravou seu terceiro título mundial.

Lauda morreu sendo considerado uma lenda do automobilismo. A fama não é à toa. (Foto: Getty Images)

 

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