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Miss Mundo Plus Size 2019, Nina Sousa revela bullying e depressão

16/12/2019 13:38:58

A modelo Nina Sousa, de Volta Redonda, eleita no mês passado Miss Top Of The World Plus Size, revelou ter sofrido com bullying e que desenvolveu anorexia ao tentar emagrecer. As revelações foram feitas numa reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na qual a modelo conta que, na ânsia de emagrecer, também enfrentou a depressão, exemplificando o estigma das pessoas que sofrem por estarem acima do peso.

Aos 28 anos, Nina contou que sofreu com bullying na escola e na família por estar acima do peso. Disse que jamais imaginou que venceria o concurso realizado em Kiev, na Ucrânia. E que tem plano de dedicar uma parte do próximo ano a projetos sociais na África e palestras no Brasil sobre empoderamento feminino, aceitação, depressão e amor próprio.

Ao jornal paulista Nina (seu nome real é Marina) contou boa parte de sua história. Não conheceu os pais biológicos. Ainda bebê, foi deixada com uma família adotiva e recorda das brincadeiras com o pai de coração, que morreu em 2014, vítima de câncer. Com 8 anos de idade, sem saber o significado bullying, sofreu por causa do sobrepeso. Ela diz que foi agredida por uma menina, que a chamou de “porca” e “rolha de poço”.

- Essa é a pior lembrança que tenho. E as escolas não tinham uma participação tão assídua nem puniam muito – disse ao jornal paulista. Foi além: disse que sofria também com os comentários de parentes sobre sua forma física: “Quando acontece na família, é um pouco pior, porque você convive com eles, né? Tios, primos mais velhos... Então começa a se questionar: ‘Será que estou gorda mesmo?’, ‘Preciso ficar sem comer?’. Muito cruel”, comentou.

Miss Mundo Plus Size 2019, Nina Sousa revela bullying e depressão

Na entrevista, Nina contou que o sentimento de humilhação  se tornou mais forte na adolescência e que, a partir dos 15 anos – ela iniciou como modelo aos 16, nunca época em que a categoria Plus Size não existia –, mal se alimentava: “Modelo era magra! Desde pequena, já colocavam na minha cabeça que precisava parar de comer e ser magra. Isso é uma construção, infelizmente.”

Foi a partir daí que ela desenvolveu a anorexia. Disse que ficava insatisfeita ao se ver no espelho e que chegava a perguntava ao namorado se seus ossos estavam aparecendo. “Achava maravilhoso ver os ossos da coluna. Desenvolvi bulimia também e depressão”, detalhou.

Por conta do esforço para emagrecer, teve infecções que a levaram a ser hospitalizada. Somente aos 21 anos, com auxílio de médicos e psicólogos, passou a reconsiderar o conceito corporal que tinha. “Não saía mais da cama por causa da depressão. Comecei a sentir dores por todo o corpo. Aí comecei um tratamento de aceitação e psicológico. Foi perto da morte”, assegura.

Três anos atrás, Nina criou perfis em redes sociais para divulgar seu trabalho como modelo, pesquisou e decidiu apostar como modelo Plus Size. “Com a cara e com a coragem, venci o concurso e minha vida mudou”, definiu. “Não é porque somos plus size, gordas, que somos doentes. Lutamos contra esse estigma. No Brasil, mais da metade da população tem sobrepeso. Todos os corpos são reais, então, por que a gente não pode ser?”, questionou.

Nina disse ainda ao jornal paulista que, depois de ganhar o concurso de Miss Brasil, passou a se cuidar mais por entender que se tornou uma referência, mas garantiu: “Não deixo de comer as coisas que gosto, porque é uma tortura, mas não posso ser exemplo estando doente”. (Fotos: Arquivo pessoal)

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