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Cultura

Memorial Zumbi faz curso de História e Cultura Afro-Brasileira

25/08/2019 10:59:34

A Secretaria Municipal de Cultura, através do Memorial Zumbi dos Palmares, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, realizou no sábado, das 14h às 16 h, o Curso de História e Cultura Afro-Brasileira, com palestra da professora Ana Paula Poll, doutora em antropologia do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFF ( Universidade Federal Fluminense). Cerca de 100 inscrições que foram abertas, acabaram rapidamente. O curso é gratuito e está encerrando o primeiro módulo.

O gerente de Espaços Culturais e produtor cultural Sid Soares, 42 anos, responsável pelo Memorial Zumbi, explicou a grande procura pela aula.

“Nós divulgamos na página da Secretaria Municipal no PortalVR e 96 pessoas nos procuraram. Quem chegou depois participou como ouvinte garantiu a participação para o próximo curso em fevereiro do ano que vem, que é aberto à população. O curso, gratuito, foca o combate ao racismo e a intolerância religiosa com a história afro-brasileira”, disse.

Garantiram a participação, pessoas de Volta Redonda, Valença, Vassouras, Rio de Janeiro, Resende, Barra Mansa, Três Rios e Barra do Pirai, que serão certificados pela organização depois que atingir a frequência mínima de 6 aulas do curso dividido em módulos, resultado de uma parceria da Secretaria de Cultura, Memorial Zumbi e UFF. A professora da UFF, Ana Paula após a palestra, respondeu às perguntas do público.

“Fiz uma apresentação de como começou o racismo na sociedade brasileira, principalmente a partir do século XX, com obras publicadas que influíram no Código Penal. Como exemplo o médico legista, antropólogo e escritor Raymundo Nina Rodrigues, que incentivava um código penal diferenciado para raças diferentes, como se o corpo ou cor da pessoa fosse responsável pelo comportamento. É aí que surgem expressões bizarras como cara de bandido para certas pessoas”, explicou.    

 O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Carlos Eduardo Giglio, elogiou o curso. “Primeiro, a ocupação deste espaço com que ele tem de função, a formação do povo de Volta Redonda em Cultura e História Afro-Brasileira. Em segundo, o empoderamento de maneira mais contundente e intelectual das pessoas?. Alunos do curso aprovaram as informações que receberam. Quem chegou no último dia, e não se inscreveu, participou como ouvinte.

“É necessário este tipo de atividade para gerar mais conhecimentos e conscientizar as pessoas do nosso histórico cultural, e não aceitar a banalização no tratamento”, afirmou a estudante Camila Duarte, 22 anos. Para a administradora Maria Luiza, 32 anos, foi positiva a abordagem da especialista em Cultura Afro-Brasileira. “Temos que nos atualizar com os conhecimentos históricos que servem para a vida e mudanças de atitudes”, concluiu.

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