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Polícia

Irmãos mortos em incêndio criminoso são sepultados

Padrasto foi preso, acusado de provocar fogo

25/01/2020 16:19:41

Em clima de consternação foram sepultados, no final da manhã deste sábado, em Paraty, os três irmãos mortos no incêndio da casa em que moravam, na sexta-feira, na Ilha das Cobras. O incêndio, segundo a polícia, foi criminoso, e o padrasto das crianças foi preso. Ele tem 36 anos e foi identificado como Fernando Evangelista. A mãe, Dara de Almeida Santos de Souza, permanece internada no Hospital da Praia Brava, em Angra dos Reis.

O sepultamento foi acompanhado pelo ex-marido dela e pai das crianças. Muito abalado, ele não falou com a imprensa. Cerca de 150 pessoas acompanharam o funeral. Marya Alice de Almeida Santos da Conceição, de 4 anos, Cauã de Almeida Santos da Conceição, de 5, e Marya Clara de Almeida Santos, de 7 anos, foram enterrados na mesma cova.

Durante o enterro, ninguém quis gravar entrevista. Avó de Dara e bisavó das crianças, uma idosa passou mal e foi atendida numa ambulância do Samu, que estava de prontidão.

Um parente, que pediu para não ser identificado, disse que Dara nunca reclamou de Fernando, com quem, segundo ele, a relação dela era recente. No entanto, vizinhos, sem gravar entrevista ou se identificar, disseram que as brigas constantes entre o casal eram constantes.

A polícia confirmou que o acusado e a mãe das crianças estavam juntos havia três meses. Fernando é de São Paulo e passou a morar em Paraty em meados do ano passado.

De acordo com a conclusão do delegado Marcelo Russo, no início da manhã da sexta-feira, ele saiu de casa e foi a uma padaria, onde comprou um maço de cigarros e um isqueiro. Em seguida, retornou à casa, colocando um colchão na porta para bloquear a saída, ateando fogo. Ele então seguiu para o trabalho. Dara estava no banheiro e, quando saiu, o fogo já havia se alastrado por toda o imóvel, que é antigo.

- Ouvimos o depoimento de sete testemunhas, incluindo a avó e a babá das crianças. O acusado havia criado a história de que um dos filhos seria o autor do fogo nos colchões do quarto, por ele ser muito levado. Ele planejava se livrar das crianças para viver só com a mulher. As crianças tinham muito medo dele – afirmou o delegado, ressaltando que o preso caiu em contradições várias vezes em seu depoimento. (Fotos: Reprodução)

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