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Nacional

Ex-presidente da Aciap é a 1ª baixa na equipe de transição de Bolsonaro

07/11/2018 19:14:10

Menos de cinco dias após ser nomeado como um dos 28 integrantes da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, Marcos Aurélio Carvalho, dono da agência AM4, não faz mais parte do grupo.  Nomeado na segunda-feira, ele deixou a equipe depois de ser criticado pelo filho do próximo presidente da República, o vereador da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro.

A notícia da saída de Marcos Aurélio – que presidiu a Aciap (Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Barra Mansa) entre 2007 e 2009 –foi publicada na tarde desta quarta-feira pelo jornal carioca O Globo. Na terça, ele havia concedido uma entrevista ao mesmo jornal, na qual afirmou que não ocuparia um cargo no próximo governo, mas gostaria de atuar como assessor informal de Bolsonaro.

- Vou auxiliar na melhor comunicação desse processo de transição.É um processo natural. A gente ficou imerso na casa do Paulo Marinho convivendo com uma equipe reduzida, convivendo com os cabeças do partido. Para mim, foi difícil o dia seguinte. Você está naquela adrenalina, como você volta para o cotidiano normal do seu escritório? – prosseguiu Carvalho.

A entrevista, segundo o jornal carioca, não foi bem recebida pelo chamado “núcleo duro” do presidente eleito, irritando particularmente o filho de Jair Bolsonaro. A AM4 foi a agência responsável pela campanha digital do presidente eleito, recebendo R$ 650 mil por serviços na internet e produção de programas de TV.

De acordo com O Globo, as equipes de Bolsonaro e Carvalho apresentaram razões diferentes para a saída. Na manhã desta quarta-feira, um dos assessores do presidente eleito divulgou uma nota confirmando o desligamento do especialista em marketing digital: "Auto intitulado conselheiro e marqueteiro digital de Bolsonaro, função que nunca ocupou, Marcos Aurélio Tavares foi exonerado do gabinete de transição de Bolsonaro no dia seguinte à sua nomeação", diz o texto.

Ainda conforme a publicação, a presença de profissionais de estratégia digital na campanha contrariava Carlos Bolsonaro, que administra o perfil pessoal da família. Integrantes da campanha, acrescenta o jornal, chegavam a pedir à imprensa que não usasse a palavra marqueteiro para não irritar o filho do presidente eleito.

De acordo com O Globo, carvalho foi apresentado a Bolsonaro em janeiro deste ano, após procurar o então presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, e Flavio Bolsonaro.

Marcos Aurélio Carvalho divulgou nota afirmando que seguirá colaborando com a equipe de Bolsonaro como voluntário: "Em função de notícias publicadas na imprensa envolvendo o meu nome, esclareço que minha participação na equipe de transição do governo federal se dará de forma voluntária. No dia de hoje, formalizei pedido para abrir mão de receber qualquer  remuneração. Colaboro com a equipe de transição por acreditar no futuro governo e no intuito de contribuir com o meu país”. 

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