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Nacional

Eleição na Câmara e no Senado: Centrão apresenta a fatura a Bolsonaro

Presidente é pressionado para oferecer recursos e cargos no governo

24/01/2021 09:46:43

A campanha eleitoral para as presidências da Câmara e do Senado se aproxima da reta final e o presidente Jair Bolsonaro tem mantido diálogos frequentes com congressistas em busca de mais votos para os dois candidatos apoiados por ele: o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Mesmo tendo dito, meses atrás, que não tentaria interferir nas eleições do Legislativo, Bolsonaro tem estimulado partidos e frentes parlamentares a seguir a orientação do governo. Em contrapartida, ele está sendo sondado sobre a possibilidade de oferecer cargos na administração federal e recursos.

Os cofres, por sinal, estão escancarados. Em dezembro de 2020, já com o Planalto envolvido nas eleições, o Tesouro liberou R$ 550 milhões em emendas individuais de parlamentares. Com isso, o total de emendas pagas passou de R$ 4,2 bilhões, em 2019, para R$ 6,7 bilhões, no ano passado. As negociações envolvem cargos em ministérios e órgãos de segundo e terceiro escalões. Algumas das pastas mais propensas a acomodar as indicações de parlamentares são a do Desenvolvimento Regional, da Economia e da Infraestrutura.

Há duas semanas, a exoneração do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Sergipe, foi um sinal das mudanças. Victor Alexandre Sande Santos, que assumiu o posto em julho de 2020 por indicação do deputado Fabio Reis (MDB-SE), foi retirado do cargo — o emedebista deve apoiar Baleia Rossi (MDB-SP) para a disputa na Câmara.

Outra retaliação do governo será ao deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Na semana passada, depois de a legenda anunciar que votará em Rossi, ele foi comunicado pelo presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), que o Executivo deve exonerar três pessoas indicadas por ele para cargos na administração federal: duas para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e uma para a superintendência do Ministério da Agricultura no Rio de Janeiro.

E é justamente na Casa comandada por Rodrigo Maia (DEM-RJ) que Bolsonaro tem apelado por mais votos. Se os partidos têm interesse em assumir funções no governo, o chefe do Executivo também conta com as próprias ambições: o desejo de tocar a agenda de costumes e, sobretudo, evitar processo de impeachment.

Na campanha por Lira, Bolsonaro já pediu, publicamente, que a bancada ruralista da Câmara vote no líder do Centrão e, na sexta-feira passada (22), recebeu cerca de 20 deputados que integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para um café da manhã no Palácio da Alvorada. Reportagem do jornal Estado de Minas. (Foto: Presidência da República)

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