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Polícia

Delegado: Desvios do fundo de previdência de Rio Claro somam R$ 3,4 milhões

30/07/2018 10:39:09

O delegado de Rio Claro Michel Floroschk concluiu no fim de semana as investigações dos desvios do Fundo Previdenciário (Funprev) do município. Segundo ele, foram subtraídos dos cofres públicos mais de R$ 3,4 milhões. O caso já levou à prisão a servidora da prefeitura Silvana Santos de Paiva e de seu marido, Nilson Lima Nascimento, suspeitos de liderarem os desvios. O casal foi indiciado por peculato.

Silvana, segundo a polícia de Rio Claro, já confessou os desvios, mas inocentou o marido, afirmando que ele não sabia da origem ilícita do dinheiro. À polícia, ele afirmou que a mulher justificava os valores como se fossem premiação pelos serviços desenvolvidos na função pública.

 - As investigações prosseguem para apurar a participação de outras pessoas e localização dos bens adquiridos com os valores desviados, que até agora são ocultados pelo casal Silvana e Nilson. Alguns já foram localizados e bloqueados – informou o delegado.

Segundo o que foi apurado pela polícia, os desvios tiveram início em 2013. Naquele ano foram feitas 17 transferências de valores entre janeiro e dezembro, variando de R$ 8 mil a R$ 11,9 mil, somente para a conta de Silvana.

O total de transferências para a conta da servidora, em 2014, sempre mantendo a média, saltaram para 64 no ano seguinte, também conforme o levantamento feito por Floroschk. Já em 2015, foram, 53 transferências.  No ano seguinte, 32, mas os valores variaram de R$ 1.040 a até R$ 15,5 mil.

Em 2017, ainda de acordo com o levantamento, o total de transferências para a conta de Silvana somou 43, em alguns casos chegando a quase R$ 19 mil numa única vez. Neste ano, foram dez transferências, sendo três de R$ 18.9770. Porém, num único dia, em 27 de fevereiro, foram transferidos quase R$ 50 mil  Os desvios em 2018, levantou a polícia, começaram exatamente  naquela data e só pararam em maio, quando o secretário de Administração de Rio Claro, Arnaldo Lemos Magalhães, afastou a servidora do Funprev e denunciou o caso na delegacia, depois de procurar o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

De acordo com Floroschk, ao todo, para a conta de Silvana, teriam sido transferidos exatamente R$ 2.614.521,40 em 202 operações desde 2013. Já para a conta de Nilson foram 78 transferências, que somaram R$ 869.466,66.

O delegado lembrou que um mandado de busca foi cumprido na residência do casal, sendo encontrados diversos contratos de aquisição de imóveis. “Essas aquisições não foram registradas nos cartórios de imóveis ou de notas, assim como não foram declarados nos informes de rendimentos de bens e valores, o que demonstra fortes indícios de ocultação de capitais, com a ocultação do patrimônio adquirido com os valores desviados do Funprev de Rio Claro”, afirmou Floroschk.

Embora tenha concluído a apuração da denúncia, o delegado de Rio Claro (responsável também pela delegacia de Piraí) decidiu desmembrar o caso, para investigar s crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e sonegação fiscal.

 

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