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Economia

CSN vê impacto reduzido de tarifas dos EUA

14/03/2018 10:57:56

A CSN avalia como irrelevante para a empresa o impacto das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre aço e alumínio, mas acredita que o Brasil precisa se posicionar para enfrentar um eventual crescimento de importações no país pela China. O presidente-executivo do grupo siderúrgico, Benjamin Steinbruch, afirmou que a companhia exportou para os EUA, no ano passado, 350 mil toneladas de aço, o que representou 6% da produção da companhia.

"Essas 350 mil toneladas já direcionamos para o mercado interno por causa da recuperação da economia (do Brasil)", disse Steinbruch a analistas do setor e jornalistas na terça-feira.

Segundo ele, "o problema é a importação. (O Brasil) importou 1,5 milhão de toneladas de produtos acabados (de aço no ano passado). Esse problema é muito maior que o problema da exportação", disse. “Por isso”, prosseguiu Steinbruch, “o Brasil precisa tomar um posicionamento. Temos antidumping sobre a China, mas não aplicamos (as tarifas), mas com essa questão dos EUA cria-se oportunidade de rever isso", afirmou o executivo.

Steinbruch disse ainda que a CSN tem decisão tomada para dobrar a capacidade de sua usina nos EUA, no estado de Indiana, para cerca de 800 mil toneladas por ano. O investimento previsto seria de US$ 80 milhões, mas ao mesmo tempo a companhia também avalia eventual venda do ativo.

"O investimento para dobrar é muito barato", disse Steinbruch. "Mas se eu já ia vender caro, agora tenho que vender mais caro ainda", brincou o presidente da CSN, fazendo referência ao momento positivo da indústria dos EUA e valorização dos ativos no país. A reportagem é da Reuters. (Foto: Arquivo)

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