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Polícia

Candidata a vereadora de Resende é presa em delegacia

Ela foi registrar ocorrência contra o marido

23/10/2020 07:24:45

A candidata a vereadora em Resende Leda Mota (PCdoB), de 44 anos, foi presa em flagrante na quinta-feira (22), na delegacia de polícia da cidade, onde compareceu para registrar queixa contra o marido por violência doméstica. A ordem de prisão foi dada pelo delegado Michel Floroschk, por causa de uma confusão protagonizada pela candidata dentro da unidade.  

Leda procurou a delegacia depois de publicar nas redes sociais um vídeo do marido quebrando móveis no interior da residência do casal. Nas imagens, apenas o homem aparece e destrói ao menos três cadeiras que foram atiradas no chão.

Segundo o que o FOCO REGIONAL apurou, ao chegar à delegacia, Leda foi atendida por dois policiais civis, um deles mulher, que levou a candidata para o Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam) para tomar seu depoimento. A confusão começou quando, avisado do caso, o delegado Floroschk foi até o Nuam, segundo ele para orientar a vítima sobre as tipificações que ela poderia incluir na ocorrência. Neste instante, Leda – que segundo os agentes de plantão já chegou “alterada” à unidade – teria se voltado contra o delegado, chamado por ela, aos gritos, de “machista e facista”. Em um dado momento, ela também teria questionado se o policial era surdo.

Depois de sair da delegacia para falar com um advogado, que estava do lado de fora, a candidata teria retornado filmando com o celular os policiais, à esta altura todos parados por causa da confusão.

Floroschk deu voz de prisão à candidata por atentar contra o funcionamento de serviço público, justificando que três outros flagrantes que estavam sendo feitos foram paralisados, um deles o de prisão do marido da candidata. A transferência de presos de Resende para a Cadeia Pública também foi suspensa devido ao tumulto. Ainda segundo ele, durante os cerca de 40 minutos da confusão protagonizada pela candidata, diversas pessoas que esperavam para fazer boletins de ocorrência desistiram. “Sinto muito pelo ocorrido, mas delegacia de polícia não é picadeiro”, chegou a afirmar o delegado-titular.

O FOCO REGIONAL conseguiu o contato da advogada da candidata. Ele foi procurado, mas ainda anão havia respondido até o momnento desta atualização. Consta que ela teria se desentendido com dois durante o episódio. Ela teria dito em sua defesa que estava abalada e não tomou remédios. Alegou, ainda que interpretou que o delegado fosse surdo e que, por isso, lhe pediu desculpas.

Ao G1, o advogado Derik Roberto da Silva Rozas afirmou que Leda chegoiu abalada à delegacia devido à situação que ocorreu em cvasa. "Toda essa situação gerou um estado emocional bastante abalado. Ela chegou à delegacia extremamente abalada e teve uma discussão com a autoridade policial. Porém essa discussão, ainda que forçando um pouco a barra, seria o crime de desacato. Ela teria desacatado a autoridade policial. A gente teria um crime de menor potencial ofensivo. A Leda deveria ter assinado um termo circunstanciado e ter sido posta em liberdade, se comprometendo a comparecer sempre que chamada. O que houve foi uma manobra jurídica. Tentaram dar uma resposta mais energética para a Leda. E, com isso, violaram o Código Penal. Enquadraram a situação dela no artigo pouco utilizado: que configura delito de perturbação de serviço essencial".

O marido dela, segundo a polícia de Resende, já estava recolhido na carceragem quando a confusão teve início.

Atualizada às 12h41min

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