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Educação

Aulas depois da pandemia deverão ser com rodízio e máscaras

Diretrizes são apontadas pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação

17/06/2020 10:17:17

Quando forem retomadas, as aulas presenciais nas escolas terão menos alunos por sala e haverá somente atividades individuais e nenhum trabalho em grupo. Haverá rodízio entre estudantes em sala e em casa, com continuidade das atividades online. No intervalo, refeitórios terão lugares marcados para que estudantes mantenham a distância entre si. Cada um deverá ter a própria garrafinha de água. Podem ocorrer aulas de reposição aos sábados ou em outros períodos. Professores e alunos deverão usar máscaras o tempo todo.

Essas são algumas das diretrizes elaboradas pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) para o retorno às aulas presenciais no Brasil quando a pandemia passar. Os secretários estaduais não têm previsão de datas para a volta, mas elaboraram a cartilha nacional para que estados façam adaptações às realidades locais, principalmente em relação às ações sanitárias. O documento dedica grande espaço a medidas pedagógicas.

As escolas devem apresentar alternativas para o cumprimento da carga horária mínima anual com ampliação da jornada diária e reposição de aulas aos sábados ou à noite. O documento prevê a "possibilidade de prorrogação do calendário para o período de recesso ou para o ano seguinte". Isso significa que o ano letivo não deve acabar em dezembro.

"Os anos letivos de 2020 e 2021 serão entendidos como um ciclo. Com isso, os alunos não seriam prejudicados. Os conteúdos de 2020 seriam distribuídos nesse ciclo", diz a secretária de educação de Alagoas, Laura Souza, uma das coordenadoras do documento. "Vamos olhar para o currículo e identificar aprendizagens fundamentais que não podem faltar para todos os estudantes."

Embora seja orientado principalmente para escolas públicas, a cartilha do Consed também influencia as particulares.

O documento divulgado pelo Consed faz recomendações sobre "como" as escolas devem proceder, mas não faz referência ao "quando". Ainda não há previsão de reabertura das escolas para aulas presenciais.

Uma das preocupações dos autores do estudo é com o financiamento das ações na esfera pública. "Os cuidados de prevenção vão criar custos extras. Não temos margem para tantos investimentos. É preocupante", diz Claudio Furtado, secretário de Educação da Paraíba e também coordenador do estudo do Consed. Ele diz que não houve participação do Ministério da Educação (MEC). "Por isso, o protocolo é importante como ação unificada de estados e Distrito Federal." Procurado, o MEC não se manifestou.

O documento foi criado pela Frente Protocolo de Retomada, que reúne técnicos das secretarias estaduais de Educação e do Distrito Federal, a partir da experiência de outros países que já retomaram as aulas, como a França, organismos internacionais, entre eles a Unesco, e de protocolos de estados que já se adiantaram nesse quesito. O Sebrae foi parceiro técnico. A reportagem é do jornal O Estado de S.Paulo. (Foto: Arquivo)

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