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Defesa de Bruno muda estratégia e responsabiliza “Macarrão”

12/03/2012 11:31:10

Preso há um ano e oito meses, acusado pelo desaparecimento e morte de sua ex-amante, Eliza Samudio, o goleiro Bruno Fernandes de Souza deverá admitir perante a Justiça que ela está morta, mas Luiz Henrique Romão, o Macarrão, seu ex-assessor, é o mandante do crime. A informação foi divulgada na edição desta segunda-feira do jornal Folha de São Paulo.  Em entrevista, o advogado de Bruno, Rui Caldas Pimenta, disse ainda que Macarrão agiu à revelia de Bruno.

A mudança de versão seria uma estratégia do advogado, que assumiu o caso em novembro do ano passado. Ele destaca que, "sem corpo não se pode falar em crime”, mas que “ ela foi morta mesmo". O advogado sustenta que não há no processo nada que incrimine o goleiro.

Ele aguarda que o Supremo Tribunal Federal julgue , em abril, o pedido de habeas-corpus para que o jogador responda em liberdade. Eliza Samudio, que teve um filho com o goleiro, está desaparecida desde junho de 2010. Além de Bruno, outras sete pessoas estariam envolvidas. Entre elas, um primo adolescente do jogador, que já cumpre medida socioeducativa.

Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista à Rádio Tupi, do Rio, no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno, no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

 

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